terça-feira, 28 de janeiro de 2020

xícara de café ☕

Você está segurando uma xícara de café quando alguém chega e balança seu braço, fazendo com que derrame o café por todo lado.

Por que você derramou o café?

“Bem, porque alguém encostou em mim, é claro!”

Resposta errada.

Você derramou o café porque o café estava na xícara.

Se dentro houvesse chá, você teria derramado chá.

O que quer que esteja dentro da xícara é o que será derramado.

Portanto, quando a vida chega e balança você (algo que com certeza irá acontecer), seja o que for que esteja dentro de você irá sair.

É fácil fingir até que você seja chacoalhado.

Então temos de perguntar a nós mesmos… O que há dentro da minha xícara?

Quando a vida fica difícil, o que derrama?

Alegria, gratidão, paz e humildade?

Ou fúria, amargura, palavras e ações duras?

Você escolhe! 

(Texto baseado na Sabedoria dos Rabinos)


Namastê 

#seueuemharmonia 🧘🏻‍♀️💕

domingo, 26 de janeiro de 2020

incenso

O Significado dos Incensos

A palavra Incenso tem origem no

latim (“incendere” que significa queimar ou “incensum” que significa aquilo que queima).

Por milênios nossos ancestrais usaram as ervas para criar uma grande estrutura de substâncias “mágicas” que hoje tem seus poderes sendo reconhecidos até pela ciência. Cascas de árvores e madeiras aromatizadas eram jogadas no carvão em brasa para liberar suas essências e poderes. Os povos primitivos estabeleciam contato com o divino através da fumaça oriunda da queima de ervas e madeiras aromáticas que se elevavam até os céus.

Um composto de plantas, resinas aromáticas, carvão vegetal, massala, madeiras aromáticas, óleos essenciais e/ou óleos concentrados aromáticos são os protagonistas da composição de um incenso de qualidade, que, ao ser queimado espalha sua fumaça branca carregada da energia peculiar de cada planta, que muitas vezes atuam como uma medicina que vem pelo ar.

A queima do incenso significa a transformação da matéria (carvão e ervas) em espírito (aroma). O elemento fogo é o maior símbolo de transformação que existe e está presente na queima do Incenso. O carvão e as plantas representam a união dos reinos mineral e vegetal, que são transformados pela ação do fogo em fumaça branca aromatizada. O significado da fumaça do Incenso é o elemento espiritual etéreo ou o plano fino espiritual que está no ar, por onde todas as energias, pensamentos e informações espirituais transitam para chegar em seus devidos lugares.

O Incenso também é um símbolo de desapego e purificação nas tradições orientais.

sábado, 25 de janeiro de 2020

Tapete de yôga

Olá  pessoal 🎉🧘🏻‍♀️

Hoje vamos aprender  um pouco a importância de termos o nosso próprio mat de yôga 🧘🏻‍♀️

Muitos espaço  de Yoga disponibilizam mats para seus alunos. Se for sua primeira aula, ok, isso será uma super comodidade, mas se você quiser trilhar este caminho e se tornar um yogin, uma yogini, invista em ter seu próprio tapete de yoga.

Ter o seu próprio tapete é importante para o praticante. Permite que aquele seja seu espaço, seu pedaço de introversão e autoconhecimento. Que está sempre ao alcance para manter sua disciplina e rotina prática em casa ou em viagem.  Previne também a troca indesejável de bactérias, fungos e suor de outros praticantes. Pode também ser de lembrete, mesmo pendurado num canto da sala, onde sua simples visão pode lembrar ideias, ensinamentos ou insights recebidos em aula, de modo que o Yoga esteja sempre presente na vida diária.🧘‍♀️🎉🙏

Namastê 🧘🏻‍♀️💕

quarta-feira, 22 de janeiro de 2020

Pensar sem transgredir🧘‍♀️🙏

Pensar é Transgredir
Lya Luft
Não lembro em que momento percebi que viver deveria ser uma permanente reinvenção de nós mesmos, para não morrermos soterrados na poesia da banalidade, embora pareça que ainda estamos vivos. Mas compreendi, num lampejo: então é isso, então é assim. Apesar dos medos, convém não ser demais fútil nem demais acomodada. Algumas vezes é preciso pegar o touro pelos chifres, mergulhar para depois ver o que acontece: porque a vida não tem de ser sorvida como uma taça que se esvazia, mas como o jarro que se renova a cada gole bebido.
Para reinventar-se é preciso pensar: isso aprendi muito cedo. Apalpar, no nevoeiro de quem somos, algo que pareça uma essência : isso, mais ou menos, sou eu. Isso é o que eu queria ser, acredito ser, quero me tornar ou já fui. Muita inquietação por baixo das águas do cotidiano. Mais cômodo seria ficar com o travesseiro sobre a cabeça e adotar o lema reconfortante : "Parar pra pensar, nem pensar !"
O problema é que quando menos se espera ele chega, o sorrateiro pensamento que nos faz parar. Pode ser no meio do shopping, no trânsito, na frente da tevê ou do computador. Simplesmente escovando os dentes. Na lamúria, da hesitação e da resignação.
Sem ter programado, a gente pára pra pensar. Pode ser um susto: como espiar de um berçário confortável para um corredor com mil possibilidades. Cada porta, uma escolha. Muitas vão se abrir para um nada ou para algum absurdo. Outras, para um jardim de promessas. Alguma, para a noite além da cerca. Hora de tirar os disfarces, aposentar as máscaras e reavaliar : reavaliar-se .
Pensar pede audácia, pois refletir é transgredir a ordem do superficial que nos pressiona tanto. Somos demasiado frívolos: buscamos o atordoamento das mil distrações, corremos de um lado a outro achando que somos grandes cumpridores de tarefas. Quando o primeiro dever seria de vez em quando parar e analisar: quem a gente é, o que fazemos com a nossa vida, o tempo, os amores. E com as obrigações também, é claro, pois não temos sempre cinco anos de idade, quando a prioridade absoluta é dormir abraçado no urso de pelúcia e prosseguir no sono, o sonho que afinal nessa idade ainda é a vida.
Mas pensar não é apenas a ameaça de enfrentar a alma no espelho: é sair para as varandas de si mesmo e olhar em torno, e quem sabe finalmente respirar. Compreender: somos inquilinos de algo bem maior do que o nosso pequeno segredo individual. É o poderoso ciclo da existência. Nele todos os desastres e toda a beleza têm significado como fases de um processo. Se nos escondemos num canto escuro abafando nossos questionamentos, não escutaremos o rumor do vento nas árvores do mundo. Nem compreenderemos que o prato das inevitáveis perdas pode pesar menos do que o dos possíveis ganhos. Os ganhos ou os danos dependem da perspectiva e possibilidades de quem vai tecendo a sua história. O mundo em si não tem sentido sem o nosso olhar que lhe atribui identidade, sem o nosso pensamento que lhe confere alguma ordem.
Viver, como talvez morrer, é recriar-se : a vida não está aí apenas para ser suportada nem vivida, mas elaborada. Eventualmente reprogramada. Conscientemente executada. Muitas vezes, ousada.
Parece fácil: "escrever a respeito das coisas é fácil", já me disseram. Eu sei. Mas não é preciso realizar nada espetacular, nem desejar nada excepcional. Não é preciso nem mesmo ser brilhante, importante, admirado. Para viver de verdade, pensando e repensando a existência, para que ela valha a pena, é preciso ser amado; e amar; e amar-se. Ter esperança; qualquer esperança. Questionar o que nos é imposto, sem rebeldias insensatas mas sem demasiada sensatez. Saborear o bom, mas aqui e ali enfrentar o ruim. Suportar sem se submeter, aceitar sem se humilhar, entregar-se sem renunciar a si mesmo e à possível dignidade.
Sonhar, porque se desistimos disso apaga-se a última claridade e nada mais valerá a pena. Escapar, na liberdade do pensamento, desse espírito de manada que trabalha obstinadamente para nos enquadrar, seja lá no que for. E que o mínimo que a gente faça seja, a cada momento, o melhor que afinal se conseguiu fazer.

texto :Paramahansa yogananda

Vocês todos são deuses, só precisam se dar conta disto. Por trás da onda da consciência está o mar da presença de Deus. Olhem para dentro. Não se concentrem na pequena onda do corpo, com suas fraquezas; olhem além disso. Fechem os olhos e verão a vasta onipresença diante de vocês, em todos os lados. Vocês estão no centro desta esfera e quando elevam a consciência acima do corpo e das experiências físicas, encontram a esfera preenchida com a grande alegria e bem-aventurança que ilumina as estrelas e dá vida aos ventos e às tempestades. Deus é a fonte de todas as nossas alegrias e de todas as manifestações da natureza. (…)

Desperte da sombra da ignorância. Você fechou os olhos no sono da ilusão. Desperte! Abra os olhos e contemple a glória de Deus – a vasta paisagem da luz de Deus que se derrama por todas as coisas. Eu lhe digo para ser um realista divino, pois em Deus você encontra a resposta a todas as perguntas.

prática yoga espaço seu eu em harmonia 💕🧘‍♀️

texto Paramahansa yogananda

Deus é a Fonte da saúde, da prosperidade, da sabedoria e da alegria eterna. A vida é plena quando entramos em contato com Deus. Sem Ele a vida é incompleta. Dê atenção ao Poder Supremo que lhe dá vida, força e sabedoria. Ore para que a verdade flua incessantemente em sua mente; para que a força flua incessanentemente em seu corpo e para que a alegria flua incessantemente em sua alma. Logo atrás da escuridão dos olhos fechados estão as maravilhosas forças do universo, todos os grandes santos e a imensidão do Infinito. Medite – você perceberá a Verdade Absoluta e Onipresente e verá seus maravilhosos efeitos na vida e em todas as glórias da criação.

Paramahansa Yogananda🙏

domingo, 19 de janeiro de 2020

#Aula #yôga 🧘‍♀️🙏 #seueuemharmonia 🎉🧘‍♀️💕

Filosofia do Yoga

Prática e filosofia do Yoga ajudam a equilibrar a vida🙏💕

A prática de Yoga é conhecida pela humanidade há milhares de anos. Entretanto, apesar de antigo, é um conhecimento que continua sempre atualizado e aplicável no dia a dia. Isso acontece porque, na verdade, Yoga é muito mais do que apenas uma prática física. Ela ajuda as pessoas a entrarem e permanecerem em contato com a sua própria natureza.

Uma das primeiras definições do que é Yoga foi criada por Patanjili, autor que escreveu sobre o conhecimento do Yoga em seu momento inicial. Ele afirma que a prática serve para aprendermos a nos estabelecer na quietude de nossas mentes, diminuindo as oscilações dos pensamentos e encontrando o equilíbrio nesse espaço de calmaria. A partir disso, nossas ações seriam mais frutíferas e acertadas.
Ele explica, ainda, que quando pensamos em Yoga, naturalmente associamos às posturas (asanas) e exercícios físicos. Mas são alguns dos meios para viver essa tranquilidade, já que o corpo é apenas uma das nossas muitas camadas. É preciso trabalhar de forma integrada o físico, a respiração e a mente e, assim, unir corpo, mente e espírito.

Namastê #seueuemharmonia 🧘‍♀️🙏💕

domingo, 6 de maio de 2018

Yoga ou ioga, significa controlarunir. É um termo de origem sânscrita, uma língua presente na Índia, em especial na religião hinduísta. Yoga é um conceito é uma filosofia, que trabalha o corpo e a mente, através de disciplinas tradicionais de quem a pratica.
Yoga é relacionada ao budismo e ao hinduísmo, com práticas como exercícios e meditação para trabalhar a parte física e também a mente. Existem diversos ramos do yoga, como a raja-ioga, carma-ioga, jnana-ioga, bacti-ioga e hata-ioga, e cada umar delas possui ações e atividades diferentes para trabalhar com os indivíduos.
Yoga é uma filosofia de vida que tem sua origem na Índia, há mais de 5000 anos, e atualmente é conhecido não apenas como uma filosofia de vida, mas também como sistema holístico que trabalha o corpo e a mente ao mesmo tempo. A yoga trabalha as emoções, ajuda as pessoas a agir de acordo com seus pensamentos e sentimentos, além de trazer um profundo relaxamento, concentração, tranqüilidade mental, fortalecimento do corpo físico e o desenvolvimento da flexibilidade.

sábado, 14 de abril de 2018

Oração cabalista

Tradução: Ana Becoach 1 – Nós te rogamos; com o poder de Tua Mão Direita, desmancha a atadura. 2 – Aceites o Canto da Tua Nação, exalta-nos e purifica-nos, ó Temido. 3 – Por favor, ó Poderoso, protege-os, como a pupila do Olho, aqueles que exijam a Tua Unificação. 4 – Abençoa-os, purifica-os, concede-lhes sempre Tua Justiça misericordiosa. 5 – Ó Santo, ó Protetor, com a abundância da Tua Bondade, governa Tua congregação. 6 – Ó Único, ó Exaltado, verte-Te ao Teu povo, e aqueles que se lembram de Tua Santidade. 7 – Aceita os nossos clamores, e ouve os nossos gritos, ó Tu, que sabes todos os mistérios. (Bendito seja o Nome daquele cujo glorioso Reino é eterno.) 

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

- Eu sei quem sou!
E Deus disse:
- Que bom! Quem és tu?
E a Pequena Alma gritou:
- Eu Sou Luz!
E Deus sorriu.
- É isso mesmo! - exclamou Deus. - Tu és Luz!
A Pequena Alma ficou muito contente, porque tinha descoberto aquilo que todas as almas do Reino deveriam descobrir.
- Uauu, isto é mesmo bom! - disse a Pequena Alma.
Mas, passado pouco tempo, saber quem era já não lhe chegava.
A Pequena Alma sentia-se agitada por dentro, e agora queria ser quem era.
Então foi ter com Deus (o que não é má ideia para qualquer alma que queira ser Quem Realmente É) e disse:
- Olá, Deus! Agora que sei Quem Sou, posso sê-lo?
E Deus disse:
- Quer dizer que queres ser Quem já És?
- Bem, uma coisa é saber Quem Sou, e outra coisa é sê-lo mesmo. Quero sentir como é ser a Luz! - respondeu a Pequena Alma.
- Mas tu já és Luz - repetiu Deus, sorrindo outra vez.
- Sim, mas quero senti-lo! - gritou a Pequena Alma.
- Bem, acho que já era de se esperar. Tu sempre foste aventureira - disse Deus com uma risada.
Depois a sua expressão mudou.
- Há só uma coisa...
- O quê? - perguntou a Pequena Alma.
- Bem, não há nada para além da Luz. Porque eu não criei nada para além daquilo que tu és. Por isso, não vai ser fácil experimentares-te como Quem És, porque não há nada que tu não sejas.
- Hã? - disse a Pequena Alma, que já estava um pouco confusa.
- Pensa assim: tu és como uma vela ao Sol. Estás lá sem dúvida. Tu e mais milhões, zilhões de outras velas que constituem o Sol. E o Sol não seria o Sol sem vocês. Não seria um sol sem uma das suas velas... e isso não seria de todo o Sol, pois não brilharia tanto. E, no entanto, como podes conhecer-te como a Luz quando estás no meio da Luz? - eis a questão.
- Bem, tu és Deus. Pensa em alguma coisa! - disse a Pequena Alma mais animada.
Deus sorriu novamente.
- Já pensei. Já que não podes ver-te como a Luz quando estás na Luz, vamos rodear-te de escuridão - disse Deus.
- O que é a escuridão? perguntou a Pequena Alma.
- É aquilo que tu não és - replicou Deus.
- Eu vou ter medo do escuro? - choramingou a Pequena Alma.
- Só se o escolheres. Na verdade, não há nada de que devas ter medo, a não ser que assim o decidas. Porque estamos inventando tudo. Estamos fingindo.
- Ah! - disse a Pequena Alma, sentindo-se logo melhor.
Depois, Deus explicou que, para se experimentar o que quer que seja, tem de aparecer exatamente o oposto.
- É uma grande dádiva, porque sem ela não poderíamos saber como nada é - disse Deus - Não poderíamos conhecer o Quente sem o Frio, o Alto sem o Baixo, o Rápido sem o Lento. Não poderíamos conhecer a Esquerda sem a Direita, o Aqui sem o Ali, o Agora sem o Depois. E por isso, - continuou Deus - quando estiveres rodeada de escuridão, não levantes o punho nem a voz para amaldiçoar a escuridão. Sê antes uma Luz na escuridão, e não fiques furiosa com ela. Então, saberás Quem Realmente És, e os outros também o saberão. Deixa que a tua Luz brilhe tanto que todos saibam como és especial!
- Então posso deixar que os outros vejam que sou especial? - perguntou a Pequena Alma.
- Claro! - Deus riu-se. - Claro que podes! Mas lembra-te de que "especial" não quer dizer "melhor"! Todos são especiais, cada qual à sua maneira! Só que muitos se esqueceram disso. Esses apenas vão ver que podem ser especiais quando tu vires que podes ser especial!
- Uau - disse a Pequena Alma, dançando e saltando e rindo e pulando. - Posso ser tão especial quanto quiser!
- Sim, e podes começar agora mesmo - disse Deus, também dançando e saltando e rindo e pulando juntamente com a Pequena Alma - Que parte de especial é que queres ser?
- Que parte de especial? - repetiu a Pequena Alma. - Não estou entendendo.
- Bem, - explicou Deus - ser a Luz é ser especial, e ser especial tem muitas partes. É especial ser bondoso. É especial ser delicado. É especial ser criativo. É especial ser paciente. Conheces alguma outra maneira de ser especial?
A Pequena Alma ficou em silêncio por um momento.
- Conheço imensas maneiras de ser especial! - exclamou a Pequena Alma - É especial ser prestativo. É especial ser generoso. É especial ser simpático. É especial ser atencioso com os outros.
- Sim! - concordou Deus - E tu podes ser todas essas coisas, ou qualquer parte de especial que queiras ser, em qualquer momento. É isso que significa ser a Luz.
- Eu sei o que quero ser, eu sei o que quero ser! - proclamou a Pequena Alma com grande entusiasmo. - Quero ser a parte de especial chamada "perdão". Não é ser especial alguém que perdoa?
- Ah, sim, isso é muito especial, assegurou Deus à Pequena Alma.
- Está bem. É isso que eu quero ser. Quero ser alguém que perdoa. Quero experimentar-me assim - disse a Pequena Alma.
- Bom, mas há uma coisa que devias saber - disse Deus.
A Pequena Alma já começava a ficar um bocadinho impaciente.
Parecia haver sempre alguma complicação.
- O que é? - suspirou a Pequena Alma.
- Não há ninguém a quem perdoar.
- Ninguém?
A Pequena Alma nem queria acreditar no que tinha ouvido.
- Ninguém! - repetiu Deus. Tudo o que Eu fiz é perfeito. Não há uma única alma em toda a Criação menos perfeita do que tu. Olha à tua volta.
Foi então que a Pequena Alma reparou na multidão que tinha se aproximado. Outras almas tinham vindo de todos os lados - de todo o Reino - porque tinham ouvido dizer que a Pequena Alma estava tendo uma conversa extraordinária com Deus, e todas queriam ouvir o que eles diziam.
Olhando para todas as outras almas ali reunidas, a Pequena Alma teve de concordar. Nenhuma parecia menos maravilhosa, ou menos perfeita do que ela. Eram de tal forma maravilhosas, e a sua Luz brilhava tanto, que a Pequena Alma mal podia olhar para elas.
- Então, perdoar quem? - perguntou Deus.
- Bem, isto não vai ter graça nenhuma! - resmungou a Pequena Alma - Eu queria experimentar-me como Aquela que Perdoa. Queria saber como é ser essa parte de especial.
E a Pequena Alma aprendeu o que é sentir-se triste.
Mas, nesse instante, uma Alma Amiga destacou-se da multidão e disse:
- Não te preocupes, Pequena Alma, eu vou ajudar-te - disse a Alma Amiga.
- Vais? - a Pequena Alma animou-se. - Mas o que é que tu podes fazer?
- Ora, posso dar-te alguém a quem perdoares!
- Podes?
- Claro! - disse a Alma Amiga alegremente. - Posso entrar na tua próxima vida física e fazer qualquer coisa para tu perdoares.
- Mas por quê? Por que é que farias isso? - perguntou a Pequena Alma. - Tu, que és um ser tão absolutamente perfeito! Tu, que vibras a uma velocidade tão rápida a ponto de criar uma Luz de tal forma brilhante que mal posso olhar para ti! O que é que te levaria a abrandar a tua vibração para uma velocidade tal que tornasse a tua Luz brilhante numa luz escura e baça? O que é que levaria a ti, que danças sobre as estrelas e te moves pelo Reino à velocidade do pensamento, a entrar na minha vida e a tornares-te tão pesada a ponto de fazeres algo de mal?
- É simples - disse a Alma Amiga. - Faço-o porque te amo.
A Pequena Alma pareceu surpreendida com a resposta.
- Não fiques tão espantada - disse a Alma Amiga - tu fizeste o mesmo por mim. Não te lembras? Ah, nós já dançamos juntas, tu e eu, muitas vezes. Dançamos ao longo das eternidades e através de todas as épocas. Brincamos juntas através de todo o tempo e em muitos lugares. Só que tu não te lembras. Já fomos ambas o Todo. Fomos o Alto e o Baixo, a Esquerda e a Direita. Fomos o Aqui e o Ali, o Agora e o Depois. Fomos o Masculino e o Feminino, o Bom e o Mau - fomos ambas a vítima e o vilão. Encontramo-nos muitas vezes, tu e eu; cada uma trazendo à outra a oportunidade exata e perfeita para Expressar e Experimentar Quem Realmente Somos.- E assim, - a Alma Amiga explicou mais um bocadinho - eu vou entrar na tua próxima vida física e ser a "má" desta vez. Vou fazer alguma coisa terrível, e então tu podes experimentar-te como Aquela Que Perdoa.
- Mas o que é que vais fazer que seja assim tão terrível? - perguntou a Pequena Alma, um pouco nervosa.
- Oh, havemos de pensar em alguma coisa - respondeu a Alma Amiga, piscando o olho.
Então, a Alma Amiga pareceu ficar séria, e disse numa voz mais calma:
- Mas tens razão acerca de uma coisa, sabes?
- Sobre o quê? - perguntou a Pequena Alma.
- Eu vou ter de abrandar a minha vibração e tornar-me muito pesada para fazer esta coisa não-muito-boa. Vou ter de fingir ser uma coisa muito diferente de mim. E, por isso, só te peço um favor em troca.
- Oh, qualquer coisa, o que tu quiseres! - exclamou a Pequena Alma, e começou a dançar e a cantar: - Eu vou poder perdoar, eu vou poder perdoar!
Então a Pequena Alma viu que a Alma Amiga estava muito quieta.
- O que é? - perguntou a Pequena Alma. - O que é que eu posso fazer por ti? És um anjo por estares disposta a fazer isto por mim!
- Claro que esta Alma Amiga é um anjo! - interrompeu Deus, - são todas! Lembra-te sempre: Não te enviei senão anjos.
E, então, a Pequena Alma quis mais do que nunca satisfazer o pedido da Alma Amiga.
- O que é que posso fazer por ti? - perguntou novamente a Pequena Alma.
- No momento em que eu te atacar e ferir, - respondeu a Alma Amiga - no momento em que eu te fizer a pior coisa que possas imaginar, nesse preciso momento...
- Sim? - interrompeu a Pequena Alma - Sim?
A Alma Amiga ficou ainda mais quieta.
- Lembra-te de Quem Realmente Sou.
- Oh, não me hei de esquecer! - gritou a Pequena Alma - Prometo!
Lembrar-me-ei sempre de ti tal como te vejo aqui e agora.
- Que bom, - disse a Alma Amiga - porque, sabes, eu vou estar fingindo tanto, que eu própria vou me esquecer. E se tu não te lembrares de mim tal como eu sou realmente, eu posso também não me lembrar durante muito tempo. E se eu me esquecer de Quem Sou, tu podes esquecer-te de Quem És, e ficaremos as duas perdidas. Então, vamos precisar que venha outra alma para nos lembrar as duas de Quem Somos.
- Não vamos, não! - prometeu outra vez a Pequena Alma. - Eu vou lembrar-me de ti! E vou agradecer-te por esta dádiva - a oportunidade que me dás de me experimentar como Quem Eu Sou.
E assim o acordo foi feito. E a Pequena Alma avançou para uma nova vida, entusiasmada por ser a Luz, que era muito especial, e entusiasmada por ser aquela parte especial a que se chama Perdão.
E a Pequena Alma esperou ansiosamente pela oportunidade de se experimentar como Perdão, e por agradecer a qualquer outra alma que o tornasse possível.
E, em todos os momentos dessa nova vida, sempre que uma nova alma aparecia em cena, quer essa nova alma trouxesse alegria ou tristeza - principalmente se trouxesse tristeza - a Pequena Alma pensava no que Deus lhe tinha dito.
"Lembra-te sempre," - Deus aqui tinha sorrido - "não te enviarei senão anjos".

Eu não esqueci....

Neale Donald Walsch, autor do livro Conversando com Deus

quinta-feira, 22 de junho de 2017

Chakra Umeral

O Chakra Umeral ou Humeral, situa-se nas costas, e tem ligação direta ao úmero como o próprio nome indica. Está na altura da omoplata esquerda (entre e sobre o pulmão esquerdo). É um Chakra Espiritual, pois é através dele que as energias se conectam. É o Chakra mediúnico e de proteção porque equilibra as energias positivas e negativas em excesso, logo se prevê a sua importância assim como o porque de nossas dores nas costas. É um Gerenciador Energético.


É através dele que recebemos, em primeiro lugar, todos os contatos espirituais. É composto de duas hélices ou pétalas que giram no sentido horário quando captam energias (incorporação) e no sentido anti-horário quando repelem energias (desincorporação). Tem coloração variável, mas o azul e o verde são predominantes. Oscila entre as outras matizes, de acordo com a energia que está sendo captada.


Embora esse Chakra seja imprescindível para o funcionamento da “psicografia mecânica”, ele é muito pouco conhecido e nem está incluído na relação dos Chakra principais. É um Chakra desenvolvido apenas em algumas pessoas e o seu formato é o de uma lemniscata (um oito deitado ou o símbolo do infinito) e os antigos o descreviam como asas de seres iluminados.

Em equilíbrio tem a cor azul celeste, mas quando estamos enfraquecidos a cor predominante é o amarelo. Assim como todos os outros Chakras, o Umeral situa-se na periferia do corpo físico que por sua vez, envolve e extrapola o corpo físico em cerca de 5 a 10 cm e está localizado nas costas.

É ligado ao corpo físico através do correspondente plexo solar, e deste para os membros superiores (braços, antebraços e mãos) do corpo físico. Localiza-se no terço médio da omoplata esquerda e desenvolve a capacidade da pessoa entrar em contato com vibrações mais sutis, e capaz de filtrar essas energias. Fica exatamente a 180 graus do Chakra Cardíaco.

Esse é um Chakra extremamente importante para avaliarmos se estamos com algum problema espiritual. Ele mantém a nossa individualidade e rege todas as energias que habitam o nosso espaço e as organiza. Ele também processa as energias do ambiente e filtra as energias densas que transitam no nosso campo energético.

Quanto mais percebemos e desenvolvemos as nossas qualidades vibratórias, mais estaremos trabalhando o Chakra Umeral. Em uma leitura energética ele serve como parâmetro para que possamos entender se a pessoa está com algum tipo de contaminação energética.

Basicamente o Chakra Umeral desarmoniza-se em razão dos seguintes fatores: Vivência de padrões pessimistas, negativos e derrotistas; quando a pessoa está tão desarmonizada (com buracos áuricos) que acaba ficando exposta a energias dos ambientes ou a energias de pessoas com vibrações inferiores e por energias intrusas ou espíritos obsessores.

Na psicografia mecânica, o Guia ou Mentor espiritual faz a indispensável ligação magnética do seu corpo astral ao Chakra Umeral Etérico do seu médium mecânico, o que lhe possibilita assumir o controle total dos braços, antebraços e mãos do corpo físico do médium. Uma vez conectado magneticamente ao seu médium mecânico, o mentor ou guia mediúnico pode utilizar as mãos do corpo físico do médium para escrever o que quiser, sem a interferência do medianeiro.